O sentido das coisas...

Tem uns dias que eu levanto (geralmente quando estou bem cansada e a única coisa que eu queria era continuar na cama gostosa, com a cachorrinha quentinha) e eu fico me questionando o pq desse mundo...

Meu... fico vendo as pessoas nos carros, indo trabalhar... trabalhar pra ganhar dinheiro... dinheiro pra comprar coisas... coisas pra satisfazer não só necessidades orgânicas mas tb mentais, materiais, e futilidades...

Ai eu fico pensando em como eu gostaria de ser um cidadão (sim pq mulheres não tinham vez) na antiga Grécia... ficar lá.. no pé de uma árvore, ou numa praça conversando, vendo a beleza do universo, da vida... o “Ócio produtivo”....

Pq as vezes eu não me contenho e tenho uns pensamentos meio anárquicos... tipo “pra que viver nessa vida regrada... onde um monte de coisa só acontece nas fachadas...”

Sei lá.... fico vendo, aqui no trabalho, os vendedores se matando de vender peças pras montadoras de carros... ai a montadora fazendo carros, pras pessoas usarem... pra ir pro trabalho... pra ganhar dinheiro e fazer outras coisas.. a economia é uma coisa efetivamente maluca... a forma como as pessoas se unem em sociedade... pq, vejam bem.. nós criamos essas necessidades... pq, no fundo no fundo, acho que se nossas necessidades orgânicas e culturais fossem supridas já viveríamos bem.. (meu deus, isso que os Hippies dos anos 70 deviam pensar hua hua hua)...

Bom, como diria meu chefe... “vamô trabalhar meia horinha?” hehehehe....

4 comentários

P disse...

é preciso muita coragem, taty, mas tem gente que abdica da vida que levamos. sem tanto drama, é possível refazer algumas posições na vida, deixar de ser tão sedentos por coisas que na verdade não cabem na vida, não são necessárias "de facto".

estamos em um mundo cíclico e justificamos uma atitude com outra e, no final, não sabemos o porquê de nos termos (des)organizado dessa forma. felizmente, com alguma liberdade _ainda que limitada_ cada um desenha sua vida como deseja, se não tiver medo de mudar sempre que for necessário.

bisous

Mariane, Richard e Ricardo disse...

Realmente TATY, sempre me questiono o porquê de tudo isso, o lugar onde tudo vai dar...as vezes parece que esta "dura batalha" diária nunca dá em lugar nenhum, apenas faz parte do caminho da vida...e que tem que ser assim mesmo, querendo ou não...como fugir de tudo isso? na verdade eu to mais na fase:"como não enlouquecer a medida que os dias passam" kkkkkkk, bjos, mari

leticia disse...

olha, nem tanto ao mar nem tanto a terra hehehe, mas a verdade é que tem muita gente (mesmo nas metropolis) optando por uma vida mais simples, viu? até pouco tempo minha mãe tinha brecho e vc nao acredita a quantidade de gente de classe media que comprava lá. paodurice? nem, era gente que optou por reaproveitar o maximo as coisas, reciclar, reutilizar mesmo. eu, por exemplo, estou optando por comprar móveis e outras coisas pra casa em bazares beneficientes...

Der Doppelgänger disse...

Taty, duas coisas que eu sempre penso quando leio reflexões como a sua:

- "Ignorance is bliss". Eu adoro esse ditado. O conhecimento só faz aumentar o quanto desconhecemos das coisas. Já pensei em virar índio várias vezes mas eu teria que ter aquela canetinha do MIB para dar um format c: no meu cérebro.

- Virar um monge budista. Na falta da tal caneta, poderia virar um São Francisco moderno e viver em algum templo no meio do Butão (no pun intended) ou do Tibete.