Assassino que se tornou poeta premiado é executado nos EUA




Anderson foi condenado por assassinar uma professora aposentada de 81 anos



SAN FRANCISCO -- O estado norte-americano da Califórnia executou nesta terça-feira Stephen Wayne Anderson, condenado pelo assassinato em 1980 de Elizabeth Lyman, uma professora aposentada de 81 anos.

Anderson, de 48 anos, chegou a ganhar um prêmio de poesia durante o período em que passou no "corredor da morte. O condenado recebeu uma injeção letal aos 32 minutos desta madrugda, no Presídio de San Quentin, informou um porta-voz da instituição.



Os esforços de Anderson para recorrer da sentença receberam o apoio de membros do PEN, um grupo internacional de escritores, segundo os quais o condenado teria conseguido se reformar na prisão, além de se tornar um respeitado autor, poeta e teatrólogo.

Mas vários tribunais do país foram mais céticos quanto à possível recuperação do condenado e, no final da segunda-feira, a Suprema Corte rejeitou um recurso contra a execução.

A execução de Anderson foi a primeira na Califórnia desde março do ano passado e a décima desde que o estado mais populoso do país voltou a adotar a pena capital, em 1992.

A Califórnia tem quase 600 prisioneiros no corredor da morte, o maior número em todos dos Estados Unidos.
Bush rejeita Convenções de Genebra para capturados no Afeganistão




WASHINGTON (CNN) -- Depois de uma reunião com seus principais assessores de segurança nacional, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, afirmou que os detidos na base naval norte-americana de Guantánamo, em Cuba, "não serão tratados como prisioneiros de guerra".

No entanto, o presidente admitiu que ainda está analisando as "ramificações legais" para saber se as Convenções de Genebra, de 1949, se aplicam aos combatentes do Talibã e da rede Al Qaeda, de Osama bin Laden, capturados no Afeganistão.

Bush afirmou ainda que os 158 detidos em Guantánamo - os quais chamou de "assassinos" - estão sendo tratados humanamente.

A questão das Convenções de Genebra pode se tornar importante no caso dos detidos porque elas lhes dariam o direito de apelar contra sua classificação.

Além disso, alguns especialistas afirmam que a forma como os EUA tratam os detidos pode afetar o tratamento de soldados norte-americanos capturados em futuros conflitos.

Os comentários de Bush, feitos na segunda-feira, se seguiram a notícias de que o secretário de Estado, Colin Powell, estaria defendendo a idéia de classificar os detidos como prisioneiros de guerra - o governo os considera "combatentes ilegais", o que lhe permite interrogá-los.

"Seja qual for a minha decisão, esses detidos serão bem tratados", disse o presidente. "Nós não vamos chamá-los de prisioneiros de guerra, em caso algum, e a razão é que Al Qaeda não é uma força militar reconhecida. Eles são assassinos, terroristas".

Uma porta-voz do Pentágono, Victoria Clarke, disse que os EUA estão certos ao questionar a aplicabilidade das Convenções de Genebra na guerra contra o terrorismo.

"Nós estamos vivendo tempos muito diferentes; estamos numa guerra não convencional", afirmou. "Por isso, cada aspecto dessa guerra, incluindo a Convenção de Genebra e como pode ser aplicada, deve ser visto com novos olhos e novos pensamentos".