Chorei só de ler a reportagem

No rastro do sucesso de ‘Marley e eu’, filme reconta história de cão japonês 'Sempre ao seu lado' está em cartaz na Mostra de Cinema de SP.

Filme conta história real da amizade entre professor e um Akita.


Depois do fenômeno “Marley e eu”, está nos cinemas agora uma história canina muita mais dramática: “Sempre ao seu lado”, em cartaz na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Protagonizado por Richard Gere, o filme –transposto para os Estados Unidos– reconta a história real do relacionamento entre um professor japonês e seu Akita, chamado Hachiko.

Gere vive um professor de música que certo dia, voltando de viagem, encontra um filhote da raça Akita na estação de trem próxima à sua casa. Acredita que certamente alguém virá buscá-lo, e o leva para casa. Ninguém aparece para reclamar a falta do cãozinho, que acaba criando uma relação de amor e fidelidade extrema com seu dono. Hachi acompanha-o todos os dias à estação de trem, pela manhã, e o espera retornar pontualmente às 17h.

Só que um dia o professor sai para trabalhar e não volta mais. Tem um ataque em plena sala de aula e morre. Hachi espera na estação, horas e horas. E segue esperando pelos próximos dez anos, até sua morte. A fidelidade do cão virou lenda no Japão, onde a história é célebre. Uma estátua do Akita foi construída e permanece até hoje na estação de trem real em que ele esperava por seu dono, Shibuya. A história de Hachiko, que morreu em 1935, já havia sido transformada em filme em 1987, no Japão.

Não é preciso de muito mais que um cão fofo e fiel para emocionar o mais duro dos corações dentro de uma sala de cinema. E é justamente nisso em que “Sempre ao seu lado” e o cineasta Lasse Hallström (de “Chocolate”) se concentram. Além da relação do cachorro com seu dono, o longa não diz muito mais. Apesar de contar com um elenco experiente, que tem ainda Joan Allen e Jason Alexander, entre outros.

Lágrimas

Nem o próprio Richard Gere consegue segurar as lágrimas quando se trata de Hachiko. Em entrevista dada em outubro, ele afirmou que costuma se emocionar ao contar o drama do fiel cãozinho. “Eu estava falando às pessoas no jantar e não consegui passar da metade da história sem começar a chorar", revelou durante o Festival de Roma.

"Chorei como um bebê ao ler o roteiro”, disse o ator. "Não tinha certeza se era só uma reação sensível que estava tendo naquele dia, então li de novo uns dias depois e reagi da mesma forma. Essa é uma história de amor, que não tem nada a ver com gênero ou espécie."

Os cães que interpretam Hachiko no filme são da raça japoensa Akita - conhecidos como selvagens e difíceis de treinar. "Não conseguíamos treiná-los para fazer as coisas, mas tivemos de criar um ambiente de confiança para eles", afirmou Gere, que disse ser um personagem secundário em “Sempre ao seu lado”.

"Sempre ao seu lado"
Quinta-feira (5), às 16h20, no Espaço Unibanco Pompéia 2

Reportagem original do G1 aqui

2 comentários

leticia disse...

lindo, lindo, lindo.
eu conhecia a historia, vi numa reportagem da discovery travel que falava da estatua do caozinho.
massss... menina, tenho um medo de quando lançam esses filmes, pq vc nao tem ideia (a nao ser que eu já tenha te contato pq sou uma mala em ficar repetindo essa historia! hahahah) do tanto de labrador e golden que ainda aparecem pra adoção e abandonados aqui em SP desde que virou moda por causa do filme... :(

Temperatura Máxima no Canadá disse...

Ai, apesar das histórias lindas... alguns filmes e livros eu não tenho coragem de ler, pois eu sofro tanto, tanto, que chego a passar mal...hehehe

O último livro que li assim foi "Dewey": um gato entre livros"... só de escrever o nome do livro já começo achorar...hahahaha

De qq forma é ótimo saber que existem essas histórias lindas.

Bjoks

Rosi